A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou, em 17 de setembro de 2026, a sequência de apuração dos resultados do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP). A sessão pública está prevista para 7 de outubro de 2026 e reunirá 13 blocos exploratórios localizados nas bacias de Campos e Santos.
O certame será realizado em uma etapa única para a apresentação das ofertas. A ordem divulgada pela ANP será utilizada na apuração e na divulgação dos resultados do ciclo.
Quais blocos serão ofertados
Na Bacia de Campos, serão colocados em disputa cinco blocos: Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita. A região integra a faixa marítima do Sudeste brasileiro e aparece no calendário do ciclo ao lado de áreas localizadas na Bacia de Santos.
Em Santos, a lista reúne oito blocos exploratórios: Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita. Com isso, a distribuição das áreas previstas para o leilão será de cinco blocos em Campos e oito em Santos, totalizando 13 oportunidades no regime de partilha de produção.
A relação e a sequência das ofertas foram apresentadas pela ANP no comunicado que também trata do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC). A divulgação antecipada permite identificar as áreas que estarão na sessão pública e organizar a apuração dos resultados conforme a ordem oficial.
O que está em jogo para o setor de petróleo
A realização do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha coloca novamente áreas offshore das bacias de Campos e Santos no centro da agenda de exploração e produção no Brasil. Essas regiões têm relevância para a indústria nacional de petróleo e gás e concentram o interesse de empresas que avaliam novas oportunidades no ambiente exploratório.
O leilão também pode influenciar o planejamento de atividades futuras na cadeia de petróleo e gás, incluindo decisões empresariais relacionadas à avaliação das áreas, à contratação de bens e serviços e à preparação de projetos. No entanto, os efeitos concretos dependerão dos resultados da sessão e das etapas posteriores previstas para cada bloco.
A disputa ocorre sob o regime de partilha de produção, diferente do regime de concessão utilizado em outro ciclo da Oferta Permanente. A distinção é relevante porque define o modelo contratual aplicável às áreas ofertadas. No caso desta pauta, a ANP identifica especificamente os 13 blocos como parte do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção.
Oferta Permanente de Partilha e calendário de outubro
A sessão do 4º Ciclo da OPP ocorrerá na mesma data do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão: 7 de outubro de 2026. Os dois processos, porém, possuem listas e regimes próprios. Enquanto a OPP reúne os 13 blocos marítimos das bacias de Campos e Santos, a OPC contempla blocos terrestres e marítimos em diferentes bacias sedimentares brasileiras.
O calendário concentra, em uma única data, duas frentes de oferta de áreas exploratórias. Para o setor, a programação representa uma oportunidade de acompanhar simultaneamente a busca por investimentos em diferentes ambientes e modelos de contratação. A apuração seguirá a sequência oficial divulgada pela agência reguladora para cada ciclo.
O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção reúne as informações específicas do processo, enquanto a página do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão apresenta os dados correspondentes ao certame de concessão.
Próximos passos após a sessão
Até a realização do leilão, a referência oficial para a ordem das ofertas e da apuração é o comunicado publicado pela ANP em 17 de setembro. A sessão pública de 7 de outubro deverá indicar quais áreas receberam ofertas e quais resultados foram apurados em cada ciclo.
O interesse sobre o certame se estende além da disputa pelas áreas. Os resultados poderão orientar a leitura do mercado sobre a atratividade dos blocos, a disposição das empresas para avançar em novas fronteiras exploratórias e o potencial de movimentação da cadeia fornecedora. Essas avaliações, contudo, estarão condicionadas aos dados efetivamente divulgados após a sessão.
Com 13 blocos nas bacias de Campos e Santos, o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha acrescenta uma nova etapa ao calendário brasileiro de exploração de petróleo e gás. A data de 7 de outubro será, portanto, o marco para a apresentação das ofertas e para a divulgação dos resultados das áreas incluídas no processo.