A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) atualizou os principais indicadores da exploração e produção de petróleo e gás no Brasil. Divulgada em 7 de outubro de 2026, a edição mais recente do informe acompanha a implementação da política definida pela Resolução nº 17/2017 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), utilizando dados referentes ao ano de 2025.
O levantamento mostra que a produção brasileira de petróleo e gás natural alcançou 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2025. A produção acumulada registrou alta de 13,01% em relação ao ano anterior, reforçando a expansão da atividade de exploração e produção no país.
De acordo com o anúncio da EPE, o informe reúne indicadores relacionados à produção, às reservas, à atividade exploratória, à eficiência operacional e à sustentabilidade. O documento busca acompanhar a evolução da política nacional de E&P e oferecer uma visão estruturada sobre o desempenho do setor.
Pré-sal concentra maior parcela da produção nacional
O pré-sal respondeu por 79,63% da produção brasileira de petróleo e gás em 2025. A participação confirma a importância das áreas do pré-sal para o crescimento da oferta nacional e consolida essa fronteira como o principal vetor de expansão da indústria de óleo e gás no período analisado.
A concentração da produção no pré-sal também ajuda a explicar o avanço do volume total registrado no país. O informe da EPE, identificado como Informe DPG nº 04/26, apresenta os dados como parte do monitoramento contínuo das condições de oferta, da evolução dos projetos e dos resultados associados à política de exploração e produção.
Além dos dados de produção, o Informe de Monitoramento da Política de E&P detalha indicadores que permitem observar o equilíbrio entre a produção atual e a capacidade futura do setor. Entre eles estão a duração estimada das reservas, a reposição de volumes produzidos e o desempenho das atividades exploratórias.
Reservas garantem horizonte distinto para petróleo e gás
A relação entre reservas provadas e produção ficou em 12,7 anos para o petróleo e em 19,2 anos para o gás natural. O indicador representa uma estimativa do período de atendimento da produção com base no volume de reservas provadas e no ritmo observado, sem considerar novas descobertas ou alterações futuras na produção.
O relatório também registra crescimento das reservas, mas aponta uma redução no índice de reposição de reservas. O indicador caiu para 146% em 2025, ante 172% em 2024 e 209% em 2023. Mesmo permanecendo acima de 100%, o resultado mostra uma reposição menor do que a verificada nos dois anos anteriores.
A reposição de reservas é acompanhada porque ajuda a indicar a capacidade de compensar os volumes extraídos ao longo do tempo. No caso brasileiro, o desempenho de 2025 combina aumento da produção e expansão das reservas com uma desaceleração desse índice, cenário que mantém a necessidade de continuidade das atividades exploratórias e de avaliação dos recursos disponíveis.
Exploração, eficiência e sustentabilidade entram no monitoramento
O informe da EPE não se limita aos volumes produzidos. A publicação também acompanha a evolução dos poços exploratórios, o intervalo entre a contratação de blocos e o início da produção, o aproveitamento do gás associado e a intensidade de carbono das atividades de exploração e produção.
Esses indicadores permitem analisar diferentes etapas da cadeia de E&P. O acompanhamento dos poços exploratórios está relacionado à busca por novas acumulações, enquanto o tempo entre a contratação de blocos e o começo da produção ajuda a observar a duração do desenvolvimento dos projetos. Já o aproveitamento do gás associado e a intensidade de carbono tratam da eficiência e dos impactos ambientais da operação.
Ao reunir essas dimensões, a EPE apresenta uma avaliação mais ampla do setor brasileiro de petróleo e gás. O crescimento da produção em 2025 aparece acompanhado por questões relacionadas à reposição de reservas, à expansão exploratória e à sustentabilidade, fatores que influenciam a oferta futura e o planejamento energético nacional.
Os resultados indicam que o Brasil encerrou 2025 com produção em alta e forte participação do pré-sal. Ao mesmo tempo, a queda do índice de reposição de reservas em relação aos anos anteriores reforça a importância de manter o monitoramento dos recursos, dos projetos exploratórios e da eficiência das operações. A edição de 2026 do informe oferece, assim, uma referência oficial para acompanhar a evolução estrutural da exploração e produção de petróleo e gás no país.