Na análise de Tiago Schietti, a responsabilidade socioambiental no setor funerário deixou de ser um diferencial e passou a ocupar um papel central nas discussões sobre ética, sustentabilidade e impacto social. Em um contexto de maior consciência coletiva, empresas funerárias são cada vez mais cobradas por práticas que respeitem o meio ambiente, valorizem as pessoas e atuem de forma transparente.
Esse compromisso envolve decisões estratégicas, mudanças operacionais e uma postura mais humana diante das famílias atendidas. Ao longo deste conteúdo, veremos como essas escolhas impactam a sustentabilidade do setor e fortalecem relações mais éticas e responsáveis com a sociedade.
Por que a responsabilidade socioambiental ganhou destaque no setor?
O crescimento das cidades, a escassez de áreas para sepultamento e as preocupações ambientais trouxeram novos desafios ao setor funerário, como aponta Tiago Schietti. Ao mesmo tempo, a sociedade passou a exigir mais clareza, ética e respeito em serviços considerados essenciais e sensíveis.
Nesse cenário, a responsabilidade socioambiental surge como resposta a essas pressões, alinhando o setor às expectativas contemporâneas. Ela conecta gestão eficiente, cuidado ambiental e compromisso social, fortalecendo a imagem institucional das empresas e promovendo relações mais transparentes com a comunidade.
Impactos ambientais associados às atividades funerárias
De acordo com Tiago Schietti, as atividades funerárias possuem impactos ambientais que precisam ser gerenciados de forma consciente. Cemitérios mal planejados podem comprometer o solo e os lençóis freáticos, enquanto processos inadequados de cremação podem gerar emissões prejudiciais ao meio ambiente.
Por isso, práticas sustentáveis como o correto manejo de resíduos, o controle de emissões, o uso racional de recursos naturais e o planejamento ambiental dos espaços tornam-se fundamentais. A responsabilidade ambiental passa a ser parte integrante da operação, não apenas uma ação pontual.

Práticas socioambientais que vêm sendo adotadas
No cenário atual, diversas práticas já estão sendo adotadas e têm obtido impacto positivo, como exemplifica Tiago Schietti.
- Implantação de sistemas de gestão ambiental em cemitérios e crematórios;
- Uso de tecnologias mais eficientes e menos poluentes nos processos;
- Programas de educação ambiental para colaboradores;
- Adoção de políticas de redução e destinação correta de resíduos;
- Projetos sociais voltados ao apoio às famílias e à comunidade local.
Essas iniciativas demonstram que o setor pode evoluir sem perder sua essência, conciliando eficiência operacional com cuidado ambiental e social.
Responsabilidade social e acolhimento às famílias
A dimensão social da responsabilidade socioambiental vai além do meio ambiente. Ela está diretamente ligada à forma como as empresas funerárias acolhem famílias em momentos de fragilidade emocional. Na visão de Tiago Schietti, atendimento humanizado, comunicação clara e respeito às diferenças culturais e religiosas são pilares desse compromisso.
Além disso, ações como planos acessíveis, transparência de preços e apoio psicológico reforçam o papel social do setor. Ao atuar com empatia e ética, as empresas contribuem para uma experiência mais digna e respeitosa para todos os envolvidos.
A responsabilidade socioambiental influencia a percepção do setor?
Segundo Tiago Schietti, empresas que adotam práticas socioambientais consistentes tendem a construir relações de maior confiança com a sociedade. A percepção pública do setor funerário melhora quando há clareza nas ações, respeito ao meio ambiente e compromisso com o bem-estar coletivo.
Essa mudança de imagem ajuda a romper estigmas históricos e posiciona o setor como parte ativa da solução de problemas urbanos, ambientais e sociais. A responsabilidade socioambiental passa a ser vista como valor institucional e não apenas como obrigação.
Caminhos para fortalecer uma atuação mais sustentável
Em conclusão, o fortalecimento da responsabilidade socioambiental no setor funerário exige planejamento, investimento e mudança de cultura organizacional. A capacitação contínua das equipes, a adoção de indicadores de desempenho socioambiental e o diálogo com órgãos reguladores são passos importantes nesse processo.
Ao integrar sustentabilidade, ética e responsabilidade social à estratégia do negócio, o setor funerário se prepara para os desafios futuros, contribuindo para uma sociedade mais consciente e para um serviço que honra a vida, mesmo no momento da despedida.
Autor: Trimmor Waterwish